Assista-nos ao vivo as 13:30 de segunda a sexta, na TV Portal Microfone Verdade
Escute online agora


Foto: Arquivo PortalMV

Foi preso na manhã desta sexta-feira (11), em sua casa na ARNO-71, antiga 603 Norte, em Palmas, o policial penal Dorvile Sobrinho Costa, acusado de assassinar seu vizinho e inquilino Gustavo Pereira Batista, 36 anos, no dia 23 de setembro último.

A prisão preventiva e a busca e apreensão realizadas no imóvel do autor visam a junção de mais elementos que possam dirimir todas as dúvidas sobre o crime, possivelmente, premeditado.

Conforme apurado pelos investigadores, o homicídio foi praticado de forma brutal e sem chance de defesa para a vítima que usava tornozeleira eletrônica e residia em uma quitinete pertencente ao acusado.

No dia seguinte, Dorvile se apresentou espontaneamente à equipe de Plantão da Polícia Civil e contou que houve uma briga por causa da cobrança de aluguel atrasado. No andamento da discussão, ocorreu uma luta corporal e o autor alega que usou um facão para se defender.

Ciúmes

Conforme a equipe da DHPP – Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa – a versão inicial apresentada pelo autor não se condiz com a verdade diante das provas colhidas ao longo do inquérito.

Pelo que ficou evidenciado, a motivação do homicídio está relacionada a uma crise de ciúmes de Dorvile que desconfiava de um caso amoroso entre sua esposa e a vítima. Inclusive, as investigações apontaram que não havia nada de relacionamento íntimo entre a companheira do acusado e o inquilino. Pelo contrário, ambos tinham uma relação muito respeitosa sobre pagamento de aluguel, água e luz.

Ainda segundo os autos, dominado pelo sentimento de ódio, o agente penal agiu de forma bastante violenta no cometimento do crime. Também foi apurado que não houve recusa por parte da vítima quanto à devolução do imóvel alugado e a que questão já tinha sido resolvida de forma pacífica.

Por fim, os investigadores apontaram no bojo do inquérito que Gustavo já tinha conseguido uma outra casa para morar e antecipado a desocupação do imóvel justamente em virtude das crises de ciúmes do investigado de Dorvile.

Detalhe

Gustavo Pereira Batista possuía passagens pela polícia, por isso estava usando uma tornozeleira eletrônica quando foi assassinado. Ele e o suspeito se conheceram na unidade penal, onde o Gustavo cumpria pena e Dorvile Costa trabalhava.

***


error: Conteúdo Protegido