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Ex-ministro do presidente Jair Bolsonaro (PL), o general Alberto dos Santos Cruz defende em “Democracia na prática”, seu novo livro, que o fanatismo dos bolsonaristas faz mal ao Brasil. Ele ainda compara os simpatizantes do ex-capitão a integrantes de uma “seita”.

“O fanatismo caminha junto com o crime e SEMPRE [sic] termina em violência. Se não for violência generalizada, ao menos ela ocorre em casos pontuais. O Brasil, atualmente, apresenta considerável risco de violência com origem no fanatismo político”, escreveu o general.

No livro, o general fala também sobre a “cartilha do totalitarismo” usada pelo chefe do Executivo e seus aliados. Além disso, ele compara ideais totalitários, existentes em regimes militares ao redor do mundo, com acontecimentos brasileiros. Com informações do Metrópoles.

“Ir na frente dos quartéis é um problema de manipulação da população, com a ideia de que precisamos de uma intervenção militar para salvar o Brasil. É uma ideia que o governo vem tentando, ao se confundir com a instituição militar, desde o início do governo falando ‘minhas Forças Armadas’, ‘meu Exército’. Isso vai criando um ambiente em que Forças Armadas são a salvação. E não são. Salvação é o povo e suas instituições”, apontou

Ele também disse que os militares não promoveriam uma intervenção federal, como “exigido” por manifestantes golpistas: “Não há risco nenhum de golpe militar. Não tenho contato hoje, mas estou falando pela experiência que tenho no Exército. Os comandantes são pessoas preparadas, filtradas, passaram por processo seletivo. Eles não vão tomar uma atitude fora da constituição e desrespeitar o resultado de uma eleição em que maioria do povo brasileiro fez sua opção.”

Por Yurick Luz / DCM 
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