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A deputada federal Carla Zambelli (PL) sacou uma arma e apontou para um homem na região do bairro do Jardins, em São Paulo, na tarde deste sábado, 29. O caso aconteceu próximo da Avenida Paulista, onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faz um ato de campanha. A parlamentar é apoiadora de Jair Bolsonaro (PL).

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o momento que Zambelli atravessa a rua com a arma na mão e e entra em uma estabelecimento comercial.

Em outra gravação, a deputada aparece discutindo e correndo atrás de um homem após divergências políticas.

Em sua conta oficial no Instagram, a deputada afirma, em publicação às 17h, que foi atacada por um grupo de pessoas na região da Avenida Paulista após sair de um restaurante. “Me empurraram no chão. Eles usaram um negro para vir em cima de mim, eram vários. Tinha uma mulher de camiseta vermelha. Me empurraram, me jogaram no chão, me chamaram de filha da puta, prostituta”, relatou. Ainda não surgiram imagens que confirmariam a versão relatada pela deputada.

A parlamentar afirma, ainda, que recebeu uma cusparada. “Eu falei que iria chamar a polícia e aí ele se evadiu. Saquei a arma e fui atrás dele para chamar a polícia e dar flagrante.”

No mesmo vídeo, Zambelli acusou o deputado federal André Janones (Avante-MG) de participar da organização dos ataques que ela estaria sofrendo. Procurados, ambos os deputados não responderam a reportagem.

Janones afirmou em publicações no Twitter que a deputada teria atirado propositalmente em um apoiador do ex-presidente e candidato à Presdiência Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Carla Zambelli atira pra matar em apoiador de Lula. Aconteceu agora”, escreveu. Ele ainda afirmou que “filmagens desmentem que Zambelli teria sido agredida, ralou o joelho caindo sozinha”.

Transportar arma

No final de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliou a restrição à circulação de pessoas armadas no período eleitoral, proibindo o porte de armas em todo o País pela categoria de caçadores, atiradores e colecionadores, os chamados CACs. Como no 1º turno, a regra começa a vigorar neste sábado, continua no dia da votação e nas 24 horas seguidas após a divulgação dos resultados.

O descumprimento da decisão poderá levar à prisão em flagrante por porte ilegal de arma e ainda eventual enquadramento da pessoa por crime eleitoral. A resolução é mais restritiva aos CACs. A regra vigente até então previa a proibição do porte apenas a 100 metros das seções eleitorais e não fazia menção específica à categoria.

Do Terra/Com informações do Estadão Conteúdo

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