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Uma doença classificada como ‘viral e invariavelmente fatal’ por um santuário de aves no Reino Unido tem chamado a atenção das autoridades de saúde e zoonoses. Capaz de tranformar pombos em ‘ zumbis ‘, o paramixovírus, também conhecido como PPMV ou doença de Newcastle , afetou um bando em Jersey, onde algumas aves tiveram que ser sacrificadas.

As aves apresentaram uma série de sintomas neurológicos, incluindo um pescoço torcido e asas trêmulas. Eles também apresentaram dificuldade para comer e, assim, ficaram desnutridos. Além disso, têm fezes verdes, andam em círculos, muitas vezes não podem voar e relutam em se mover.

A doença não afeta os humanos, mas há relatos de pessoas que apresentaram conjuntivite após manusear aves doentes.
Sites de notícia como New York Post, The Mirror e The Sun relataram o surto da doença no Reino Unido.

“Houve um aumento no número de pombos de terra entrando no JSPCA Animals’ Shelter nas últimas semanas, muitos dos quais apresentando sinais neurológicos. como pescoço torcido, circulando ou incapazes de ficar de pé. Estes são todos sinais de paramixovírus de pombos, uma doença viral invariavelmente fatal que pode afetar pombos, rolas e aves”,  afirmou um porta-voz do JSPCA Animal’s Shelter na ilha de Jersey.

O porta-voz do abrigo que monitora as aves afirmou que esta é uma doença de notificação obrigatória em aves de cativeiro – logo, os casos suspeitos devem ser comunicados às autoridades -, mas não em aves selvagens. Ele também afirmou que a doença não tem tratamento, “e muitas aves morrem em poucos dias”.

Casos de paramixovírus em aves já foram detectados no Brasil, como já notificou a Agência Fapesp. Em 2019, pombos foram encontrados já sem vida ou moribundos próximos ao Centro de Controle de Zoonoses da cidade de São Paulo.

Foi descoberto que as aves estavam infectadas pelo paramixovírus aviário do tipo 1 — também conhecido como vírus da doença de Newcastle —, com um genótipo denominado VI.2.1.2, que costuma ser letal para pombos.

“Descobrimos se tratar de um vírus que circulava silenciosamente no Brasil desde 2014. Com base nos dados moleculares, notamos ser o mesmo PPMV que havia sido identificado em Porto Alegre [RS] cinco anos antes. E são cerca de 1.100 quilômetros de distância entre as duas cidades. Tal fato demonstra o potencial desse patógeno de se disseminar sem ser percebido”, disse Luciano Matsumiya Thomazelli, pesquisador do Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), à Agência Fapesp.

Do IGNotícias 

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