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Nesta quarta-feira (19), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) divulgou uma nota de repúdio contra as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proibiu a Jovem Pan de associar o  candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o crime organizado e de divulgar qualquer tipo de ‘ofensa’ contra o ex-presidente. Segundo a Abert, a ordem da Corte impossibilita a “liberdade de imprensa e de expressão” de jornalistas e comentaristas .

A manifestação da associação considera a decisão “preocupante a escalada de decisões judiciais que interferem na programação das emissoras, com o cerceamento da livre circulação de conteúdos jornalísticos, ideias e opiniões”.

Logo após a decisão do TSE, a Jovem Pan encaminhou um comunicado aos jornalistas e comentaristas da emissora proibindo o uso de expressões que possam ser consideradas ‘ofensivas’ ao ex-presidente Lula e apontando que não sejam mais utilizadas em seus programas.

Os colaboradores foram poribidos de fazer qualquer associação de Lula ao crime organizado e de chamar o político de “ex-presidiário”, “descondenado”, “ladrão”, “corrupto” e “chefe de organização criminosa”.

Na nota, a emissora, ainda, afirmou que os profissionais que não se sentirem confortáveis com a orientação devem informar a direção de Jornalismo para serem substituídos.

Veja a íntegra do comunicado da Jovem Pan

“Caros, com base em decisão do TSE proferida nesta segunda-feira, estamos orientados pelo jurídico a não utilizar as seguintes expressões nos programas da casa:

Ex-presidiário;
Descondenado;
Ladrão;
Corrupto;
Chefe de organização criminosa.
Além disso, não devemos fazer qualquer associação entre o candidato Lula ao crime organizado. E mais: as críticas aos ministros e ao judiciário não são recomendadas pelo nosso jurídico neste momento.

“O descumprimento dessas determinações pode levar não só a direito de resposta como também a multa de R$ 25 mil e a remoção dos conteúdos de nossas plataformas.

“A direção de jornalismo reforça que aqueles que não se sentirem confortáveis com essa determinação com base em decisão da Justiça, devem nos informar para que possam ser substituídos nos programas.

Veja íntegra da nota da Abert

“Nota de repúdio

“A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) considera preocupante a escalada de decisões judiciais que interferem na programação das emissoras, com o cerceamento da livre circulação de conteúdos jornalísticos, ideias e opiniões.

“As restrições estabelecidas pela legislação eleitoral não podem servir de instrumento para a relativização dos conceitos de liberdade de imprensa e de expressão, princípios de nossa democracia e do Estado de Direito.

“Ao renovar sua confiança na Justiça Eleitoral, a ABERT ressalta que a liberdade de imprensa é uma garantia para o exercício do jornalismo profissional e do direito do cidadão de ser informado.

“Brasília, 19 de outubro de 2022”

Do IGNotícias 

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