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Com a confirmação de um segundo turno a ser disputado por Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT) nas eleições presidenciais deste ano, ambos os lados correm atrás de acordos com candidatos derrotados no pleito e seus partidos. O PT, por exemplo, realizou reunião na segunda-feira, 3, para alinhar possíveis alianças. Mas, apesar do otimismo, conquistar apoios pode ser difícil.

Segundo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, a legenda está em contato com PDT, União Brasil, PSDB e MDB – esse último tendo lançado Simone Tebet como candidata à Presidência. “Queremos muito ter a Simone na campanha”, acrescentou Gleisi.

A senadora ainda não deu resposta, mas fez uma live após as eleições do primeiro turno dizendo que já tem uma decisão, mas que irá se pronunciar no momento certo. Os 4,16% votos de Tebet representam um importante capital político, e talvez não seja tão fácil o PT se beneficiar disso.

A grande questão está na chapa de Tebet, que tem a também senadora Mara Gabrilli (PSDB) como sua vice. Durante o debate entre presidenciáveis realizado por Terra, SBT, CNN, Estadão/Rádio Eldorado, Veja e Rádio Nova Brasil FM, Gabrilli foi enfática durante entrevista para a reportagem: “Para mim, foi uma condição parar entrar nessa chapa não apoiá-lo [Lula] de forma alguma, em nenhuma situação. Isso é um fato. Seria muita pretensão da parte dele [em tentar acordo com a campanha de Tebet]”.

“Ele pode tentar, mas não tem chances. Do lado de cá, ele está bloqueado”, acrescentou.

Gabrilli teve destaque durante a campanha principalmente após dar uma declaração para a Jovem Pan News chamando Lula de “mentor do assassinato” do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel.

Mara é filha de um ex-concessionário do serviço de transporte coletivo da cidade que, segundo ela, sofria extorsões do executivo municipal para pagamento de propina.

O caso Celso Daniel chegou, inclusive, a ser levantado por Jair Bolsonaro (PL) durante debate presidencial da TV Globo. Na ocasião, o presidente direcionou a questão para Simone Tebet, que rebateu: “Falta ao senhor coragem para perguntar isso ao candidato do PT, que, segundo você, está envolvido no caso. Ele está aqui. Por que não pergunta a ele?”.

“Devotada aos direitos vilipendiados por Bolsonaro”

Apesar das declarações fortes de Gabrilli, alianças do PT mantêm esperanças em conquistar a chapa de Tebet. Questionado pelo Terra sobre a questão, o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede/AP), disse “conhecer Mara” e que ela é “devotada aos direitos que foram vilipendiados no período Bolsonaro”.

“Bolsonaro atacou as mulheres, os deficientes, ele tirou direito de todos eles”, afirmou. “Eu tenho certeza que Mara estará conosco e vou ficar muito decepcionado se for diferente “, completou.

O senador disse que o segundo turno será uma “batalha civilizatória” e que todos aqueles que têm “compromisso com a democracia” estarão no palanque da Frente Brasil da Esperança.

“Esse segundo turno é contra o pior do pior do pior”, afirmou, mencionando Bolsonaro. “Estou confiante que vamos contar com Simone e Mara”.

 

Do Terra

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