Assista-nos ao vivo as 13:30 de segunda a sexta, na TV Portal Microfone Verdade
Escute online agora



O ministro do  Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes liberou as contas bancárias dos  oito empresários bolsonaristas que foram alvo de uma operação da Polícia Federal autorizada por ele.

Em um despacho sigiloso de duas páginas, Moraes escreveu que, “em razão da passagem do feriado de 7 de Setembro e da efetivação do afastamento dos sigilos bancários, medida que possibilitará o aprofundamento da investigação e eventual financiamento de atos criminosos, não configura-se mais necessária a manutenção do bloqueio dos ativos financeiros das pessoas nominadas”.

A  operação da PF no último dia 23 tinha como alvo  um grupo de empresários que teria defendido, em conversas de WhatsApp, um golpe de Estado no Brasil caso o  ex-presidente e candidato ao Planalto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença as eleições em outubro deste ano.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra oito empresários em dez endereços entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.

A operação, que contou com pelo menos 35 policiais federais, foi autorizada por Alexandre de Moraes em 19 de agosto. Na ocasião, o ministro também determinou a quebra de sigilo bancário e oitiva dos empresários, além do bloqueio das contas nas redes sociais.

No despacho, Moraes declarou que autorizou o mandado porque havia indícios que provariam irregularidades. “Na espécie estão presentes os requisitos do art. 240 do Código de Processo Penal, para a ordem judicial de busca e apreensão no domicílio pessoal, pois devidamente motivada em fundadas razões que, alicerçadas em indícios de autoria e materialidade criminosas, sinalizam a necessidade da medida para colher elementos de prova relacionados à prática de infrações penais”, escreveu o ministro.

A denúncia surgiu após a divulgação de mensagens de um grupo do qual os empresários fazem parte pelo portal Metrópoles . O ministro considerou as conversas divulgadas como possíveis “atentados contra a democracia e o Estado de Direito”.

Os oito empresários que foram alvo da ação são:

  • Luciano Hang , dono da Havan;
  • Afrânio Barreira Filho, dono do Coco Bambu;
  • Ivan Wrobel, dono da W3 Engenharia;
  • José Isaac Peres, fundador da rede de shoppings Multiplan;
  • José Koury, dono do Barra World Shopping;
  • Luiz André Tissot, presidente do Grupo Sierra;
  • Marco Aurélio Raymundo, dono da Mormaii;
  • Meyer Joseph Nigri, fundador da Tecnisa.

Do IGNotícias 

***


error: Conteúdo Protegido