Assista-nos ao vivo as 13:30 de segunda a sexta, na TV Portal Microfone Verdade
Escute online agora



O ex-secretário de saúde do Tocantins, Edgar Tolini e sua esposa Thaís de Carvalho são alvo de uma operação da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta terça-feira (19), com finalidade de averiguar a utilização de aviões contratados pelo poder público para viagens pessoais.

A força-tarefa também investiga o possível pagamento de propina pelo aluguel da unidade onde funcionou o Hospital de Campanha da Covid-19, causando um prejuízo total de R$ 13,7 milhões aos cofres públicos.

A decisão assinada pelo juiz federal João Paulo Abe, da 4ª Vara Federal criminal, determinou buscas para apreensão de documentos em endereços do ex-secretário, da esposa e do sogro dele, Geraldo de Carvalho em Palmas e Goiânia.

O médico Edgar Tolini foi responsável pela saúde do Tocantins durante o governo de Mauro Carlesse (Agir), que renunciou ao cargo para se livrar de um processo de impeachment.

Início

A investigação começou depois que um servidor público compareceu na delegacia da PF denunciando que aeronaves contratadas pelo governo, inclusive UTIs aéreas, estariam sendo utilizadas por Edgar Tolini para viagens de Palmas a Goiânia (GO) durante os fins de semana.

Relatou ainda que parte do dinheiro pago pelo estado pelo aluguel do Hospital de Campanha da Covid-19 era destinado a gestores do estado em forma de propina.

Após a denúncia, a PF começou a monitorar a utilização das aeronaves e montou um relatório relacionando as viagens do casal com a utilização dos aviões contratados pelo governo estadual.

Aluguel de UTI Aérea

As aeronaves supostamente foram fornecidas pela empresa Brasil Vida Táxi Aéreo, que assinou dois contratos com o governo do Tocantins entre 2020 e 2021 para transporte de táxi aéreo e UTI aérea, totalizando R$ 20.886.300.

Leitos Hospitalares

Segundo a polícia, o ex-secretário de saúde também é investigado em um provável esquema de superfaturamento na compra de leitos hospitalares, cujos valores auferidos eram lavados por meio da compra de imóveis, carros de luxo, itens valiosos e depósitos em uma conta no exterior.

“No caso vertente, existem consistentes elementos de informação que permitem inferir que o investigado Luiz Edgar Leão Tolini tenha utilizado aviões que prestam serviço para o Estado do Tocantins, para uso pessoal, bem como, de que estaria lavando dinheiro por meio da construção de uma residência em um condomínio em Goiânia, com o indispensável auxílio de sua esposa, Thaís de Carvalho Costa, e de seu sogro Geraldo de Carvalho”, diz trecho da decisão.

Além dos mandados de busca, o juiz também determinou a quebra do sigilo bancário, sequestro de bens móveis e imóveis dos três investigados, até o valor do prejuízo investigado, e o recolhimento do passaporte de ambos para evitar fuga do país.

Empresa de táxi aéreo esclarece

A Brasil Vida esclarece que não é investigada na operação da Polícia Federal e que forneceu uma cópia dos seus servidores de forma a colaborar com as investigações policiais.

Esclarece ainda que todos os voos foram realizados mediante solicitação do Governo do Tocantins, com base em contrato firmado com o referido Ente, e com a emissão das devidas notas fiscais. A empresa continua à disposição para colaborar com as investigações.

Com informações do G1-TO

***


error: Conteúdo Protegido