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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira, a importação e uso, controlado e com restrições, das vacina Covaxin e Sputnik V.

A atualização da Sputnik vale, por enquanto, apenas para a Bahia (300 mil doses); Maranhão (141 mil doses); Sergipe (46 mil doses); Ceará (183 mil doses); Pernambuco (192 mil doses) e Piauí (66 mil doses), estados que recorreram à justiça. O Governo do Tocantins vem negociando a compra de 1 milhão de doses da vacina.

Para os dois imunizantes, a agência indicou que não foi possível atestar a eficácia, qualidade e a segurança dos imunizantes, e que caberá aos estados (no caso da Sputnik) e do Ministério da Saúde (no caso da Covaxin) alertar os potenciais vacinados sobre esta questão.

Desta forma, será de responsabilidade direta do governador e do secretário de Saúde de cada estado, no caso da Sputnik, “informar aos pacientes de que a vacina para covid-19 não possui registro e nem autorização temporária para uso emergencial, em caráter experimental, concedido pela Anvisa e que o referido produto apenas possui aprovação em agência regulatória sanitária estrangeira”. No caso da Covaxin, a responsabilidade iria para o ministro de Estado da Saúde.

As vacinas não poderão ser aplicadas em grávidas, quem queira engravidar, e pessoas com comorbidades. O diretor da Anvisa, Alex Machado Campos, instituiu 22 condicionantes para a russa Sputnik, e 21 para a vacina indiana.

Mesmo com tantas limitações, o diretor concordou com a entrada das vacinas no programa de imunizações.

“Como sabemos, faltam vacinas, o que, claro, implica saturação do sistema de saúde, mais doentes e, infelizmente, o aumento do número de mortes. O momento é de crise sanitária sem precedentes na história recente da humanidade e do país”, escreveu. “Tal cenário nos convoca a medidas ordinárias e extraordinárias no enfrentamento da pandemia. Além da cooperação institucional e convergência de esforços, é papel da Anvisa, nesse contexto, e no exercício de suas atribuições, ser agente provedor e indutor de todas as alternavas terapêuticas e soluções vacinais necessárias à contenção da disseminação do vírus e à defesa da saúde da população.”

A importação da Sputnik permitirá a aquisição de doses por estados do Nordeste, já a partir deste mês. O governo federal deverá receber 20 milhões de doses da Covaxin, dividido em cinco lotes de 4 milhões de doses cada.

TOCANTINS

Na última terça-feira, 1º, o governador do Tocantins, Mauro Carlesse, participou de reunião por videoconferência do Fórum de Governadores do Brasil, para debater medidas preventivas contra o aumento de casos de Covid-19 em todo o país. A preocupação é com a possibilidade de uma terceira onda, principalmente em virtude da cepa indiana que já foi registrada em vários estados brasileiros.

Naquela ocasião, o governador Mauro Carlesse reafirmou o interesse em adquirir 1 milhão de doses de vacinas, independente da origem do imunizante e a necessidade de dar celeridade ao processo para conter o avanço da doença no Estado e no país.

“Temos que vacinar e o Tocantins está preparado para comprar 1 milhão de doses. Precisamos efetivar isso o mais rápido possível, porque o Brasil está sofrendo. Está morrendo gente e não é só de Covid não. É de fome também. Meu Estado está sofrendo muito, mas estamos fazendo a nossa parte”, frisou o governador.

Fonte: AFNoticias
Crédito de imagem: Governador e secretário da Saúde na reunião do Fórum de Governadores do Brasil / Foto: Jéssica Matos


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