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Um médico de 45 anos foi preso após uma confusão gerada por uma abordagem da Polícia Militar no estacionamento de um banco na Avenida 1º de janeiro, centro de Araguaína, na tarde desta terça-feira, 1º de junho.

A PM disse que o profissional estava em visível estado de embriaguez e foi autuado pelos crimes de desobediência, desacato, resistência, lesão corporal e dano.

O médico atua no estado do Pará, mas possui família em Araguaína. Ele estava acompanhado das filhas.

Antes da confusão, a PM afirmou ter recebido informações de que o condutor de uma caminhonete Hilux, de cor branca, estaria de posse de uma arma de fogo e teria proferido ameaças contra outra pessoa, e se dirigido para um estacionamento privado.

Segundo a polícia, no momento em que a viatura tentou abordar o suspeito, o homem negou-se a colaborar e reagiu de maneira hostil. Em seguida, ele recebeu voz de prisão, mas a polícia disse que o homem se opôs de forma violenta e foi necessário o uso da força.

A polícia relatou ainda que o médico atingiu um chute na boca de uma policial militar de 30 anos, bem como provocou escoriações nos braços de um sargento e um corte no polegar direito de outro militar.

Mas vídeos gravados por populares no momento da abordagem mostram que o médico também foi agredido com chutes pelos policiais militares.

Mesmo depois de imobilizado, conforme a PM, o médico apresentou resistência, proferindo xingamentos contra os militares e ainda provocou dano a um veículo particular que estava no estacionamento. Ele tentava resistir para não ser colocado dentro do bagageiro da viatura.

Segundo a PM, já na Delegacia de Polícia Civil, o médico voltou a apresentar uma conduta agressiva, o que resultou em mais uma intervenção policial com uso da força, dessa vez para colocá-lo dentro da cela.

“Na ocorrência em questão, a Polícia Militar foi acionada após denúncia realizada e seguiu o protocolo de abordagem do suspeito, porém, o mesmo desrespeitou o trabalho policial com uma conduta inadequada, tendo como consequência a utilização do uso da força”, frisou a PM. A polícia acrescentou que sempre avalia os procedimentos adotados em todas as ocorrências envolvendo o uso de força.

OUTRA VERSÃO

Familiares do médico relatam outra versão para o episódio. Segundo eles, o médico havia chegado na cidade depois de vários plantões e estava com suas filhas no carro, quando foi atingido por outro veículo, ainda não identificado.

Após o incidente no trânsito, o motorista do carro teria iniciado uma perseguição contra o médico que adentrou no estacionamento do banco em busca de proteção.

Os familiares relatam que a polícia já chegou de forma violenta na abordagem, não permitindo que o médico sequer se apresentasse ou pudesse se defender, sendo de imediato intimado a entregar uma suposta arma de fogo que estaria no veículo.

Conforme o relato, o médico negou que estivesse com arma, mas a polícia partiu para as vias de fato, bem como empurrando as filhas que assistiam ao pai sendo agredido. E, mesmo o médico já estando imobilizado, as agressões teriam continuado com chutes em todas as partes do corpo, inclusive na cabeça, apesar dos apelos das filhas e de populares para que os policiais parassem.

“Esperamos que os fatos sejam esclarecidos e devidamente apurados”, finaliza a nota ao pedir que as pessoas evitem fazer julgamentos errôneos sobre a índole e caráter do médico.

Veja o vídeo

Vídeo

 

Fonte: AFNoticias
Crédito de imagem: Homem sendo colocado na viatura / Foto: Reprodução


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