Assista-nos ao vivo as 13:30 de segunda a sexta, na TV Portal Microfone Verdade
Escute online agora

Espalhe essa notícia

Uma operação da Polícia Civil, Receita Estadual e Ministério Público de Minas Gerais (MPMG); Secretaria da Fazenda, Ministério Público e Polícia Civil do Tocantins, foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, 26, para combater sonegação de impostos nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Tocantins.

Batizada de Sinergia, a operação tem como alvos empresários do ramo de metais e sucatas, principalmente de alumínio e cobre. Além de crime tributário, os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão e vinte e nove mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Andradas, Contagem, Guaxupé, Pará de Minas e Pequi (em Minas Gerais); Jundiaí, Limeira e Mogi Mirim (em São Paulo); e Palmas e Porto Nacional (no Tocantins).

Com funcionava o esquema

De acordo com as investigações fiscais e criminais da Polícia Civil e do Ministério Público de Contagem, os representantes de uma empresa com sede em Contagem seriam responsáveis por executar um esquema de sonegação de ICMS na comercialização de metais e sucatas, causando prejuízo de mais de R$ 150 milhões aos cofres públicos.

A fraude investigada consistiria na simulação de operações de compra e venda de mercadoria mineira com notas fiscais de outros estados, mediante o uso de empresas de fachada, criadas em nome de pessoas interpostas (laranjas), com o objetivo de não pagar tributos e gerar créditos tributários para a empresa beneficiária do esquema. Além das notas fiscais falsas, existem indícios de receptação de fios de cobre furtados.

Palmas e Porto Nacional

De acordo com os primeiros levantamentos, apenas uma das empresas com atuação e Palmas e Porto Nacional no Tocantins, emitiu um total de R$ 1,3 bilhão em notas fiscais correspondentes a supostas vendas de metais e sucatas.

A emissão dos documentos teria gerado um crédito de R$ 159 milhões distribuídos entre as empresas envolvidas no esquema e usados para abatimento no ICMS. A operação tem como objetivo investigar a ilegalidade dessas operações.

Com a finalidade de ressarcir o dano causado ao erário, a Justiça mineira analisa o pedido de sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados que estariam envolvidos na fraude.

No Tocantins

A Operação foi realizada por meio da parceria com a Secretaria de Estado da Fazenda do Tocantins, por intermédio da Delegacia Regional de Fiscalização de Palmas/TO, com apoio das equipes do Núcleo de Crimes Financeiros e da Perícia do Núcleo de Informática do Instituto de Criminalística, órgãos vinculados à Superintendência da Polícia Científica do Tocantins. A Operação contou ainda com o apoio do fisco de Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais.

Na operação, foram mobilizados 22 operacionais, incluindo auditores fiscais do estado do Tocantins e peritos da área de contabilidade e informática.

 

***


Espalhe essa notícia
error: Conteúdo Protegido