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Um episódio profundamente comovente que ficará eternamente marcado na mais que sesquicentenária história de Porto Nacional, foi escrito sob lágrimas, revolta e engasgos por falta de justiça social, nesta terça-feira (18) de maio, em plena pandemia do novo coronavírus.

37 famílias que compunham a comunidade da Jacutinga, ao lado da TO-255, em direção à Fátima, há mais de 30 anos, presenciaram a derrubada de suas casas, escola, posto de saúde e tudo que foi construído ao longo dessas três décadas.

Em meio ao cenário composto por máquinas, viaturas policiais, poeiras e destroços, era possível observar o desalento em cada rosto e muitos com os olhos cheios de lágrimas.

Deputado critica omissão

Na sessão plenária desta terça-feira (18), o deputado federal Vicentinho Junior usou o tempo de liderança de seu partido (PL) para registrar sua comoção embalada pela indignação diante do que ele chamou de inércia do Governador Mauro Carlesse e do prefeito Ronivon Maciel.

AUDIO DA FALA DO DEPUTADO VICENTINHO JÚNIOR NA CÃMARA FEDERAL

Ocupação

A propriedade onde estava o conglomerado de habitações da Jacutinga foi ocupada nos últimos anos da década de 1980 quando os trabalhadores do garimpo que havia na região resolveram fazer pequenos abrigos.

Por serem de regiões distantes e não terem condições de morar na cidade, os trabalhadores braçais viviam em situações precárias e com o tempo foram constituindo suas famílias.

A comunidade foi crescendo e servindo de apoio para chácaras e fazendas da região. Com isso houve a necessidade de levar educação, saúde e outros serviços públicos para a localidade que, apesar de algumas tentativas, nunca houve a concretização da desapropriação e, nem tampouco, ocorreu um reassentamento que poderia ser outra saída para evitar essa derrocada anunciada há muito tempo.

 

 

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