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A Polícia Civil concluiu que o servidor público municipal Wagner Fernandes de Araújo, 58 anos, morreu vítima de acidente doméstico e não há elementos que comprovem a participação de outras pessoas no caso.

“Trata-se de fato atípico e já encaminhamos o relatório final do inquérito policial ao Poder Judiciário, sugerindo o arquivamento do mesmo”, ressaltou o delegado-chefe da 6ª Divisão de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC de Paraíso do Tocantins), Hismael Athos.

As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa realizada na sala de reuniões da Secretaria da Segurança Pública (SSP), em Palmas, na manhã desta quarta-feira (11).

Wagner é irmão de Camila Fernandes (MDB). Ela é ex-primeira dama de Miracema do Tocantins, viúva do prefeito assassinado Moisés da Sercon e atual candidata a prefeita.

Os fatos

O servidor Wagner Fernandes foi encontrado desacordado no dia 1º de novembro em sua residência localizada em Dois Irmãos com ferimentos na cabeça, orelha e supercílio e veio a óbito no dia seguinte, por volta das 17h40, no Hospital Geral de Palmas.

A polícia apurou que Wagner morava sozinho. Testemunhas também relataram que ele possuía problemas com o uso excessivo de bebida alcoólica e foi visto caído, no sábado, 31 de outubro, e levado por populares para sua residência.

As testemunhas narraram também que, depois de Wagner ter sido deixado em sua casa, foram ouvidos xingamentos de apenas uma única voz no imóvel.

Coletiva de imprensa

Hipóteses descartadas

Durante a coletiva, o delegado Hismael Athos fez um relato sobre como se deu a investigação e citou as hipóteses descartadas.

Segundo ele, o caso foi tratado a princípio como sendo crime de conotação sexual ou passional. Porém, essas hipóteses foram descartadas.

A investigação ainda trabalhou com a possibilidade de latrocínio e homicídio, crimes também descartados em razão de exames e provas periciais no local.

Perícia

Sobre os levantamentos da Perícia Criminal, o perito Alexandre Agrelli informou que os elementos periciados não indicaram a presença de terceiros na residência de Wagner Fernandes, tendo sido descartado arrombamento, escalada de muro e que não havia nada fora do lugar na residência da vítima.

O perito ressaltou também que o servidor levou duas quedas, uma na sala e outra na cozinha, onde foi encontrado próximo ao batente.

Em complemento, o diretor do Instituto de Medicina Legal (IML), Luciano Augusto de Pádua Fleury Neto, informou que o exame demonstrou não ter havido luta corporal. Ele também refutou a informação de que a orelha de Wagner havia sido decepada e esclareceu que a orelha apresentou uma lesão corto contundente.

O diretor informou também que não foram encontradas lesões de autodefesa, que corroboram diretamente a conclusão da investigação de que Wagner veio a óbito em consequência da segunda queda e do tempo em que ele ficou desacordado antes de ser socorrido.

“As quedas ocorreram por volta de uma hora da manhã e somente às 8 horas da manhã Wagner foi encontrado desacordado. Isso contribuiu, sobremaneira, para o óbito, pois os exames indicaram hipoglicemia, várias crises convulsivas e parada cardiorrespiratória”, explicou Luciano Augusto.

Fonte: AFNoticias
Crédito de imagem: Batente na cozinha onde o servidor foi encontrado desacordado / Foto: Dennis Tavares/Governo do Tocantins


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