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Texto: Umbelina Costa

Fotos: Matheus Ferreira

Secretaria Municipal da Comunicação

Quer comprar produtos fresquinhos, saudáveis, orgânicos e seguros? A Feira do Produtor Rural que agora é Feira Segura, tem. A feira de hortifruti, livre do Coronavírus. Todas as quartas-feiras, a partir das 13 horas, a feirinha aguarda a comunidade portuense para adquirir as delícias da roça. São frutas, verduras, legumes, carnes, leite, queijo, requeijão, banha de porco, manteiga de garrafa e muitos outros, além de comidinhas originárias desses alimentos, como o cural de milho, a pamonha, licor de genipapo, caldo de cana, coalhada, sucos naturais, pastéis variados. Tem também pães, bolos e tortas. A feira existe há cinco anos e é realizada no galpão de comercialização (antiga rodoviária), no centro da cidade.

Desta vez, o pequeno produtor rural local – povo alegre e trabalhador que produz frutos frescos colhidos no dia – foi surpreendido com uma nova estrutura, ainda mais higiênica e segura. É que em parceria com o Senar/Faet e o Sebrae, a Prefeitura de Porto Nacional, através da Secretaria Municipal da Produção, inovou, renovando todo o ambiente, adotando normas de segurança em saúde necessárias, conforme determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS), Ministério da Saúde (MS) e decretos estaduais e municipais. Tudo para proteger feirantes, clientes e os próprios alimentos da contaminação pelo novo Coronavírus.

Ao entrar, os frequentadores da feirinha tem as mãos higienizadas com álcool líquido 70%, borrifado por um servidor da Secretaria, ou a opção de lavá-las com água e sabão, já que foi instalado um lavatório especificamente para isso. As banquinhas ganharam um novo formato, balcões mais altos e personalizados recebem os alimentos já higienizados e ensacados em sacos plásticos transparentes, o que permite que estejam protegidos do contato direto das mãos dos clientes.

Organizadores de filas foram colocados em frente às bancas, respeitando o distanciamento necessário – de um metro e meio – entre quem vende e entre quem compra e vende. O fluxo de pessoas é controlado pela equipe da Secretaria da Produção e do Senar. Não há glomeração.

Cinquenta e três (53) agricultores compõem a feira. Eles vem de diversos assentamentos do Município: Família Feliz, Matão, Barreiro, Jacotinga e outros. Para participar, o produtor tem que morar na zona rural, ser da agricultura familiar e produzir parte do que vende.

A Feira tem uma administração específica e um conselho. O agricultor que quiser ter uma espaço, deve procurar a administração local para ver a possibilidade de conseguir um ponto com a barraca. Os feirantes não são donos dos pontos, apenas estão nos locais escolhidos pela Direção. A ausência de um mês na feira, sem justificativa, levará o produtor a perder o ponto, mas não o direito de participar.

O conselho é composto por cinco feirantes. Todas as decisões referentes à feira passam, primeiramente, pela apreciação do conselho, e depois são levadas para os demais integrantes.

A ideia do projeto é promover um ambiente seguro para clientes e produtores nesse período de pandemia. A proposta é que a feira funcione sem que o consumidor precise manipular os alimentos, evitando assim a contaminação. Para isso, os feirantes foram orientados quanto a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e cada um recebeu um kit com máscaras, luvas, toucas e avental.

Os produtores rurais participaram de oficina sobre os “Cuidados em tempos de Covid-19”, que tirou dúvidas sobre transmissão, prevenção e as principais formas de manipulação, para evitar a contaminação dos alimentos comercializados.

Rosalina da Silva Matos, feirante do assentamento Morais, disse ter gostado muito desse novo formato da feira. “Estou desde o começo trabalhando aqui e está cada vez melhor. Cumprimos todas as regras sanitárias –  atendemos com máscaras, usamos álcool gel 70%, respeitamos o distanciamento, e não tem aglomeração de pessoas”, disse.

O secretário municipal da Produção, Hélio Paranhos falou que a parceria chegou em uma hora muito certa. “Temos vivido dias difíceis, mas seguimos firmes com esperança de que tudo vai passar e a normalidade chegará. Os feirantes estavam preocupados, porque os clientes sumiram da feira com medo da Covid-19”, disse.

“Aceitamos a perceria do Senar, de portas abertas. Hoje nossa feira está ainda mais produtiva. A higienização é total, tanto nos alimentos quanto para os feirantes e clientes. As bancas estão bonitas e ainda mais organizadas. Já articulamos com o Senar e Sebrae a extensão do projeto para o próximo semestre, nessa nova versão, pois a Feira Segura ficaria conosco até o fim do mês de junho. As vendas já alcançam o pico. Nossa expectativa é muito boa. Estamos fazendo o possível para trazer o consumidor, novamente. Os produtos vendidos são produzidos na região e tem muita procura. Os feirantes não podem ficar no prejuízo”, ressaltou satisfeito o Secretário.

O diretor de Educação Profissional e Promoção Social do Senar Tocantins – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Luís Cláudio contou que é uma parceria de grande valia para o pequeno produtor, a agricultura familiar e também para a comunidade portuense. “A pandemia afetou principalmente o comerciante. Dentro da ‘promoção social’ estamos tentando fazer com que o produtor possa comercializar seus produtos com segurança e o cliente comprar com segurança”, explicou.

Ele destacou ainda que o Senar está fomentando a economia, ajudando o produtor rural e a comunidade. “Estamos vendo as vendas dobrarem, uma aceitação incrível da comunidade a esse novo formato. Todos os produtores e agricultores que comercializam recebem uma oficina com uma engenheira de alimentos do Senar, onde trabalham a manipulação e higienização dos alimentos, pra depois virem comercalizar na feira. O Senar fornece, também, toda a infrastrutura da feira, controla o fluxo de entrada e saída das pessoas, disponibiliza álcool em gel e líquido 70%, kits com toucas, luvas, avental e máscaras para cada feirante”, disse Luís Cláudio.

A gerente do Sebrae Porto Nacional, regional Portal do Jalapão, Camila Carneiro Giatti destacou a parceria como de suma importância diante do momento delicado de pandemia. “A parceria da Faet com a Prefeitura é para proporcionar aos pequenos negócios uma lucratividade melhor, girando seus produtos e realizando as vendas de forma segura. A duração da feira nesse novo formato só tende a aumentar, porque tem tido um resultado bacana, positivo, de organização e higiene”, assegurou.

Para a gerente do Sebrae Porto, esse modelo deve continuar depois que a vida voltar ao normal. Para melhor comodidade dos clientes e também para que os feirantes se capacitem, buscando avanços nos negócios, entendendo o sentido do empreendedorismo.

O Sebrae orienta que os feirantes sigam à risca as recomendações de higiene, dos cuidados com a saúde e se capacitem, procurando estar em contato com o mundo digital. Segundo Camila Giatti, Porto Nacional tem um catálogo chamado ‘Porto Delivery’. Os feirantes podem inovar, expandido seus negócios para a internet, trabalhando com a modalidade delivery (entrega em casa).

Muitos empresários tiveram que se adaptar ao meio digital, aprendendo a mexer em ferramentas de vendas. O pequeno negócio não pode parar.

Elaíse Dias Rogrigues trabalha há três meses na Feira do Produtor e é só gratidão à Prefeitura de Porto Nacional, Secretaria da Produção, Sebrae e Senar pela parceria. “Juntos somos mais fortes, com certeza. Estamos protegendo a nós e a nossos clientes. As vendas melhoraram muito. Com essa nova estrutura, todos os clientes terão mais segurança para realizar suas compras.

Projeto Feira Segura

Primeiro o Senar faz um contato inicial com a Prefeitura, para verificar a necessidade da mudança e a disponibilidade de desenvolvendo do projeto. A Prefeitura verifica a viabilidade para apoiar os pequenos produtores e assim começa o piloto. Dando tudo certo, o Senar retorna e apresenta um relatório com as estatísticas do que foi comercializado, quantidade de feirantes, produtos, e de pesquisas realizadas com o feirante e com os clientes. A partir daí os próximos eventos já podem ser planejados.

 


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