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O comércio de Porto Nacional, praticamente fechado desde a última sexta-feira, 20 com a quarentena adotada como estratégia de isolamento social para quebrar a cadeia de transmissão do Coronavírus (Covid-19), poderá retomar suas atividades econômicas na segunda-feira, 30, mas de forma “limitada” e com alguns ajustes nos atendimentos de modo geral. O novo Decreto Municipal deverá ser publicado neste sábado, 28.

Os critérios, data e o plano de contingência para reabertura dos estabelecimentos foram debatidos na manhã dessa sexta-feira, 27, numa reunião entre a Prefeitura, o COE – Comitê Operacional de Emergência contra a Covid-19, a Procuradoria-Geral do Município, Defensoria Pública, CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas, Acisa-PN – Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropastoril de Porto Nacional, o Departamento de Posturas e Obras, dentre outros órgãos.

Com toda discussão sobre o efeito negativo que a economia portuense sofrerá, a Gestão Municipal estuda flexibilizar, temporariamente, as medidas restritivas relacionadas ao funcionamento de algumas atividades econômicas, desde que atendam às orientações de prevenção da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O mais provável é que a medida seja estendida a todos os segmentos do comércio, preservando algumas cautelas exigidas, dos setores que continuaram funcionando.

Supermercados, pet shops, postos de combustíveis e farmácias, por exemplo, tiveram que regular a entrada de público para evitar aglomerações, reforçar a higienização dos ambientes, oferecer equipamentos de segurança aos funcionários e manter a distância entre os clientes.

De acordo com o presidente da CDL, Gildeny Jorge, embora a decisão do Governo Municipal em permitir a reabertura de alguns segmentos, isso ocorrerá com restrições.

“Hoje tivemos uma reunião positiva em relação à retomada das atividades comerciais, industriais e prestadoras de serviços que se encontram fechadas em nosso Município, que, de acordo com o Decreto Municipal nº 147 de 18 de março de 2020 – somente os estabelecimentos que oferecem produtos essenciais ficaram abertos. Então, entendendo essa situação, nos reunimos para tentar ‘desobstruir’ essa paralisação da qual já vem trazendo grandes problemas para a economia local” explicou ele.

Gildeny Jorge disse, ainda, que como resultado da reunião, o Prefeito de Porto Nacional vai emitir um novo Decreto fazendo a liberação de comercialização das empresas que se encontram fechadas, mas com algumas restrições – evitar o fluxo de pessoas para conter a contaminação por aproximação de pessoas nos ambientes comerciais, por exemplo. “Os comércios com mais de uma porta precisará reduzir para, no mínimo, uma porta, se possível”, disse.

A busca por um equilíbrio entre a prevenção do Coronavírus e o funcionamento da economia foi exposto, igualmente, por representantes de diversos setores.

“Uma reunião excelente, reunindo a administração pública municipal com os segmentos representativos dos comerciantes, da atividade autônoma. Um debate com espírito de conciliação e de procurar alternativas que amenizam os problemas. Todos vieram para fazer parte da solução e não, do problema”, destacou o advogado Pedro Biazotto, representando os comerciantes portuenses.

Ele explicou, também, que todos entenderam a necessidade de conciliar o combate à crise sanitária com o combate à crise econômica. No viés de ideias, a flexibilização, com todos assumindo a responsabilidade de limitar as atividades econômicas, para superar o momento difícil de combate às crises. “E assim, eu creio que estamos de parabéns, especialmente a gestão pública municipal, que teve abertura e uma compreensão muito grande da dimensão do problema”, enfatizou o Advogado.

“O COE do Município segue com o mesmo encaminhamento de que a população tenha a ciência de que o vírus está circundante, e que precisamos nos proteger. O autocuidado é a melhor medida e o isolamento social é necessário, porque há um público vulnerável para a questão da Covid-19. Todos nós estamos suscetíveis à contaminação”, disse a secretária municipal da Saúde, Anna Crystina Brito.

A gestora em saúde frisou que as pessoas têm que continuar no mesmo intuito de consciência – de se proteger, ficando em casa, saindo somente em questões necessárias, os trabalhadores se protegendo em seus ambientes de trabalho, evitando aglomerações e contatos próximos”, salientou a secretária Anna Crystina.

“Reunião satisfatória com a flexibilização dentro das normas de saúde, pois faço parte do ramo de alimentação. Entramos num consenso, estávamos nos últimos gargalos, dependemos dos trabalhadores e clientes. Acreditamos que a partir de segunda-feira os impactos estejam amenizados, e que aos poucos voltem à normalidade. Frisamos os cuidados com o uso de máscara, luvas e álcool em gel 70% – atender às precauções”, destacou o empresário do ramo alimentício, João Paulo Guarese.

 

Texto: Jornalista Luciana Macedo

Fotos: Lidevino Ferreira   

Secretaria Municipal da Comunicação