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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (17), em conjunto com a Procuradoria-Geral da República, a operação Assombro para desarticular organização criminosa suspeita de desviar dinheiro público por meio da contratação de funcionários fantasmas no Tocantins.

Os mandados foram emitidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), devido ao foro privilegiado. Foram realizadas buscas no Palácio Araguaia.

Cerca de 80 policiais federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Palmas, Araguaína e Dueré.

A ação é resultado de investigações conduzidas pela Polícia Civil nas primeiras fases da operação Catarse, desencadeada em dezembro de 2018.

A investigação suspeita que houve contratação de funcionários fantasmas para desvio de dinheiro usado na obtenção de apoio político na campanha eleitoral de 2018, que elegeu Carlesse. Os crimes investigados são peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo a PF, além da obtenção de novas provas, as ações desta terça-feira buscam interromper a continuidade das supostas ações criminosas, delimitar a conduta dos investigados, melhor dimensionar a quantidade de funcionários ‘fantasmas’, identificar e recuperar ativos frutos dos desvios, além de resguardar a aplicação da lei penal.

Governo diz que apoia e cita cortes de pessoal 

O Governo do Tocantins disse que ‘apoia e colabora’ com a operação da Polícia Federal realizada nesta terça-feira (17) e afirmou que não existem servidores fantasmas na atual administração do Governo do Estado.

operação cumpriu mandados em Palmas, Araguaína e Dueré para desarticular uma suposta organização criminosa que teria desviado dinheiro público por meio da contratação de funcionários fantasmas.

O governador Mauro Carlesse afirmou, que nota, que ao assumir a gestão em abril de 2018, recebeu o Poder Executivo com gastos de 58,22%, portanto, desenquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Devido à vedação pela Justiça Eleitoral por conta das eleições suplementares e ordinárias, o Governo do Estado ficou impedido até 31 de dezembro de 2018, de realizar redução de gastos com pessoal. Ainda em 2018, o Governo do Estado deu início ao recadastramento de todos os servidores públicos e implantou um rigoroso controle da folha de frequência, visando coibir velhas práticas na atual gestão”, diz a nota.

Conforme o governo, a redução de gastos com folha de pagamento só foi possível após a realização da reforma administrativa implementada pela atual gestão a partir de 1º de janeiro de 2019, que resultou na redução de 50% no número de contratos temporários e também 30% no número de cargos em comissão na estrutura do Governo do Estado.

Em agosto de 2019 o Estado do Tocantins se reenquadrou na Lei de Responsabilidade Fiscal com um índice 47,67% de seus gastos com folha de pagamento e tendo chegado a 46,92% nos dias atuais.

“Estes números comprovam e asseguram a eficácia da política de austeridade fiscal implementada pela gestão Mauro Carlesse, visando a obediência às Leis e a boa aplicação dos recursos públicos, que já tem resultado na melhora na capacidade de investimento do Estado, com reflexo na retomada de obras e na geração de oportunidades para a população”, finaliza o Governo do Estado.

Do AfNotícias 


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