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Com a poeira baixando e a calmaria chegando, me encontro a avaliar friamente alguns aspectos e possibilidades da cisão entre Joaquim Maia e Ronivon Maciel. A finalidade é vislumbrar qual pré-candidatura pode ser fortalecida com esse fato novo que apimentou os bastidores da política portuense.

Vamos começar pelo próprio pivô do rebuliço que deve ter tomado essa decisão, natural e merecidamente, buscando seu espaço, entretanto, faltou cuidado para não pisar em falso. O vice-prefeito poderia ter articulado antes com o seu partido e com eventuais futuros seguidores dentro da gestão. A falta desse diálogo que poderia ter amadurecido por alguns meses e a busca de entendimentos com outras legendas e lideranças, fizeram com que Ronivon saísse do grupo sem levar ninguém. Até os mais de 150 comissionados e contratados que ele indicou, em sua grande maioria, estão surpresos e correm o risco de ser desligados da gestão.

Politicamente, Ronivon tem afinidades e possível acordo com os vereadores Miúdo, Djalma e Joaquim do Luzimangues que ainda não bateram o martelo em torno da definição da chapa. Em termos eleitoreiros, Miúdo e Joaquim tendem a causar enfraquecimento no grupamento liderado pelo ex-prefetio Otoniel Andrade que poderia ser potencializado com o racha dos adversários. Por sua vez, o sistema do Prefeito Joaquim Maia perde as forças do vice, mas, permanece com todos os partidos e lideranças, além de ter espaços na gestão e na majoritária para se recompor.

Analisando detidamente o que foi colocado aqui no parágrafo anterior, as três frentes poderão vir fortalecidas, porém, em termos de discurso, se não houver nada que atrapalhe doravante, o bloco político de Joaquim Maia poderá fazer a diferença, considerando que, a gestão está bem avaliada; o ex-prefeito tem condenações e processos desgastantes se arrastando; e o vice-prefeito tem histórico de tomar decisões isoladas ou articuladas com outros partidos como aconteceu em 2018. Isso pode ser explorado como traições ao PT; aos deputados estaduais que apoiaram a chapa em 2016; ao PROS; e ao prefeito.

Resumindo, o racha não foi bom para Joaquim Maia, entretanto, pode ter sido péssimo para Otoniel e projeta um futuro incerto para o rompedor. Na pior das hipóteses, o atual prefeito se apresenta em situação menos desgastante.

Da Redação/Aurivan Lacerda 


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