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O Centro de Artes José Iramar da Silva iniciou suas atividades letivas nessa terça-feira, 11. Um café da manhã regado a apresentações musicais e de dança marcaram a abertura dos cursos populares de balé clássico, dança contemporânea, jazz dance, condicionamento físico para bailarinos, treinamento funcional para a melhor idade, aulas de violão popular, teatro e dança, percussão, canto coral, e piano clássico e popular. Tudo gratuito. O projeto atende crianças a partir de cinco anos de idade, adolescentes, jovens, adultos e idosos.

As inscrições continuam abertas para a modalidade canto coral, percussão e teatro. As turmas de dança e violão já estão lotadas. O Centro está localizado na Avenida Rubens Pereira de Andrade, no setor Jardim Brasília. O horário de atendimento é das 7 às 11 horas e das 13 às 17 horas.

A abertura dos trabalhos contou com a apresentação de percussão do professor Mestre Nona. A professora de teatro, Maria Lúcia Rocha fez uma performance teatral do poema “A Consciência”, do escritor Arnaldo Bahia. A professora de piano e canto coral, Régia, interpretou a canção “My Way”, de Paul Anka. A professora Renata Souza apresentou a coreografia “Girassol”. Ela ensina Dança para crianças, adolescentes e jovens. O professor Marlon fez uma apresentação com voz e violão. Ele comanda as aulas de violão popular.

Para o prefeito Joaquim Maia, o Centro de Artes é uma importante ferramenta para o avanço da cultura portuense. “Valorizamos o aprendizado das artes e temos revelado talentos que antes poderiam passar despercebidos”, disse.

“Nós consideramos Porto Nacional como a “Capital da Cultura”, mas a capital da cultura só é realizada se o povo conseguir expressar isso. Nosso empenho e luta é para que tenhamos condições de fazer com que, a partir das ações de políticas públicas, consigamos reforçar aquilo que Porto Nacional tem de melhor, a cultura”, frisou o Prefeito de Porto Nacional.

Para o secretário municipal da Cultura e do Turismo, Arnaldo Bahia, o Centro é o resultado do trabalho dedicado da equipe da Secretaria da Cultura (Secult).

“Buscamos sempre, na história de Porto Nacional, a valorização das pessoas que contribuíram e que contribuem com a memória da cidade”, informou.

Semana da Cultura

Na oportunidade, o prefeito Joaquim Maia assinou um documento que convida o deputado federal e príncipe de Orleans e Bragança, Dom Luis Phillipe, para palestrar e lançar um livro de sua autoria, na 39ª Semana da Cultura de Porto Nacional.

Centro de Artes

Em abril desse ano, o prefeito Joaquim Maia inaugurou o Centro de Artes “José Iramar da Silva” (in memorian). O local foi nomeado para homenagear o entusiasta e incentivador da arte e da cultura no Município.

Para a professora dos cursos de dança, Eliane de Oliveira, “a arte produz sensações extremamente agradáveis para quem a pratica. Para as crianças, ela se torna muito importante, pois melhoram as habilidades psicomotoras, coordenação e lateralidade, equilíbrio e postura, cognição, afetividade, aumento da concentração e da disciplina, aumento da autoconfiança e autoestima, maior facilidade para interagir e muito mais”, destacou a professora Eliane.

A bailarina e coreógrafa Eliane de Oliveira disse, ainda, que além das crianças, a dança é importante para todo ser humano. Desde os primórdios, é utilizada pelas diversas culturas como forma de expressão e comunicação, bem como, é importantíssima para a saúde e, cada vez mais tem sido indicada por médicos e especialistas como forma de prevenção e tratamento de doenças.

“Através da música eu resgatei meus alunos e os fiz abrir os olhos para novos horizontes, ensinando-os a serem cidadãos de bem através da música,” disse o professor das aulas de violão, Anilton Ferreira da Silva, artisticamente, conhecido como Marlon.

O músico parabenizou o prefeito Joaquim Maia pela iniciativa de oportunizar às crianças, jovens e adultos, mais conhecimento e um alerta para o mundo.

Certificado aprovado em Lei

O Prefeito Joaquim Maia sancionou a lei 2.429 de 29 de março de 2019, que dispõe sobre a criação do “Certificado José Iramar da Silva”, determinando a certificação de cursos de formação e oficinas realizadas pela Secretaria Municipal da Cultura e do Turismo.

Professores

Eliane de Oliveira Pereira é graduada em Educação Física, pós-graduada em Psicopedagogia, concursada pela Prefeitura de Porto Nacional (2013) como Educadora Física. Atua na área da Dança há 17 anos. É professora, bailarina e coreógrafa. Fez vários cursos na área da Dança, no Tocantins e, também, fora do Estado.

Dá aulas de balé clássico, jazz dance, dança contemporânea e preparação física para bailarinos. Participa de equipes de Dança Sacra desde a adolescência. Já foi bailarina da Companhia Municipal de Dança Contemporânea de Palmas-TO. Além da dança, atua como professora de Treinamento Funcional para Idosos, aulas particulares de Pilates e também atividades físicas próprias para gestantes e mamães.

Anilton Ferreira da Silva, conhecido como Marlon (artisticamente), o professor tem o segundo grau completo e iniciou a faculdade de Biologia. É concursado pela Prefeitura de Porto Nacional (2002) como Agente Administrativo.

Aprendeu a tocar violão com os violeiros do Clube da Viola, herança do Clube dos Violeiros. É artista e possui uma dupla sertaneja chamada Marlon e Marrone que faz shows com bandas e voz e violão. Possui experiência em banda, há 15 anos, tocando e cantando nas noites.

A Capital da Cultura

José Iramar

José Iramar da Silva era músico, diretor teatral e videasta. Foi um grande ativista cultural, responsável pela retomada do movimento teatral em Porto Nacional nos anos 80, quando passou a integrar a equipe da COMSAÚDE – Comunidade de Saúde, Desenvolvimento e Educação, dedicando-se à organização dos movimentos culturais e sociais ligados às comunidades atendidas pela entidade.

José Iramar integrou o Grupo de Teatro Renascimento, um dos mais importantes grupos teatrais do Norte Goiano, na década de 80; foi incentivador e fundador do Grupo Chama Viva – Cia de Teatro do Tocantins, no ano de 1985; foi fundador e coordenador estadual do GRUCONTO – Grupo de Consciência Negra do Tocantins, em 1995, e o principal articulador e idealizador da Via Sacra – primeira encenação de rua, a céu aberto, realizada no Tocantins, para contar a saga de Jesus. O espetáculo se tornou tradição. É encenado há quase três décadas nas ruas portuenses, durante a Semana Santa.

O artista foi um verdadeiro educador social, que se apoiava na arte e na cultura, para incentivar e formar jovens de comunidades carentes. Dedicava-se à documentação da parte histórica de Porto Nacional, com um viés social, e também, à documentação dos ritos dos terreiros das matrizes africanas (umbanda, candomblé e outras vertentes).

Com as habilidades de fotógrafo, cinegrafista e arquivista criterioso, registrou os mais importantes momentos históricos vividos pela sociedade portuense e tocantinense, deixando como legado, um dos maiores arquivos histórico e cultural do Tocantins.

José Iramar faleceu no dia 11 de março de 2012. Era casado com Luciana Pereira, tiveram quatro filhos e um legado imensurável ao Movimento Negro, conquistado ao longo dos seus 52 anos de vida.

Para mais informações contatar a Secretaria Municipal da Cultura e do Turismo pelo telefone (63) 3363-5319.

 

Texto: Umbelina Costa com a colaboração de Luciana Macedo

Fotos: Dornil Sobrinho

Secretaria Municipal da Comunicação