quinta-feira ,24 agosto 2017
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Vice-prefeita de Palmas é destituída da presidência da Comissão Metropolitana do PSDB.

Nesta quarta-feira, 19, o principal assunto nas rodas de conversa é a destituição da vice-prefeita Cinthia Ribeiro da presidência da comissão metropolitana do PSDB.
A decisão foi tomada de forma monocrática pelo presidente do diretório regional da sigla, senador Ataídes de Oliveira, que já indicou o ex-deputado Carlão da Saneatins para assumir o posto.

Na Assembleia, onde o Ataídes foi apelidado de “o senador que quer ser deputado federal”, o assunto virou piada digna de meme para redes sociais. “Cinthia deixou um barco que já estava furado a muito tempo, fora o tempo de TV, que pode ser alterado com a reforma política, Ataídes não tem nada a oferecer”, disse um entusiasta do mundo político.

O senador é conhecido por ter obtido o cargo sem necessidade de passar por uma eleição. Sua vaga foi recebida como herança após a morte do marido de Cinthia, João Ribeiro, e na única vez em que o parlamentar ousou enfrentar as urnas obteve um resultado decepcionante, com apenas 3,54% dos votos, o que significa que ele conquistou apenas pouco mais de 24 mil eleitores.

Liminar
O 5ª Vara Cível de Palmas, Lauro Augusto Moreira Maia, negou no início da noite desta quarta-feira, 19, liminar solicitada pela vice-prefeita Cinthia Ribeiro para suspender a troca de membros da comissão provisória metropolitana do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e, consequentemente, declarar a suspensão de todos os atos adotados pela nova direção, presidida pelo ex-deputado estadual Carlão da Saneatins. Para o magistrado, “os órgãos municipais não têm uma verdadeira soberania partidária”. “Todo partido é organizado de forma hierárquica, com todas as implicações que a expressão carrega”, afirmou Maia.

Ele ainda apontou uma série de inconsistências no pedido de Cinthia. O primeiro é que “não há qualquer documento que indique que a senhora Cinthia Alves Caetano Ribeiro tenha sido ‘nomeada’ como presidente do órgão que alega”, numa referência à presidência da comissão provisória do PSDB. “Aliás, para presidir um órgão necessitava antes ser eleita, não nomeada, pelo menos em princípio, salvo casos especiais de intervenção do órgão hierarquicamente superior”, disse o juiz.

Outro ponto observado por pelo magistrado é que a vice-prefeita acionou o diretório regional do PSDB em nome da comissão provisória, o que não poderia ter sido feito porque, destituída, Cinthia não tem mais legitimidade para representar o órgão metropolitano do partido. Ou seja, ela deveria ter ingressado em seu nome.

Maia ainda concluiu que o fato de Cinthia não ter conseguido informar no sistema próprio do TRE/TO a atualização da lista de filiados indica “a existência de atos ou procedimentos que invalidam, em princípio, as decisões tomadas” por ela.

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