sábado ,19 agosto 2017
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PF apura rombo no IGEPREV e conduz deputado estadual em mais uma operação investigatória.

Polícia Federal realiza na manhã desta terça-feira (27) a operação Naum que é a parte dois da primeira intitulada Miquéias. Em ambas as ações, o objetivo é combater uma organização criminosa suspeita de fraudar aplicações do Instituto de Gestão Previdenciária no Tocantins (Igeprev) em fundos que geraram prejuízos de mais de R$ 263,6 milhões. O deputado estadual Eduardo Siqueira Campos está na sede da PF prestando depoimento. Ele ainda não se manifestou sobre o caso.

O prédio do Igeprev, que fica em Palmas, foi cercado por policiais e os funcionários foram impedidos de entrar no local por cerca de duas horas.

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos nos estados do Tocantins, Goiás, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. A PF não informou quais e quantos são os mandados e disse que não serão divulgados detalhes da investigação, pois o Tribunal Regional Federal da 1ª Região proibiu a divulgação de dados incluídos nos autos.

Segundo a PF, as auditorias realizadas pelo Ministério da Previdência Social e sindicância feita pelo próprio Igeprev identificaram que o Instituto fez aplicações contrárias às permitidas pela resolução do Conselho Monetário Nacional. A suspeita é que também foram feitas aplicações em fundos problemáticos com alto risco de perdas.

O prejuízo aos cofres públicos é de R$ 263.648.310,47. Segundo a PF, também foram constatadas aplicações no montante de R$ 1.176.842.671,64 em 27 fundos sem liquidez e com possíveis prejuízos.

A PF informou ainda que a investigação é um desdobramento da Operação Miquéias realizada pela PF do Distrito Federal para desarticular duas organizações criminosas com atuações distintas: uma envolvida em lavagem de dinheiro e a outra acusada de má gestão de recursos de entidades previdenciárias.

Dentre os profetas menores do velho testamento, Naum aparece depois do livro de Miquéias. Assim, o nome da operação foi escolhido para lembrar a relação de sucessão entre as duas investigações, segundo a polícia.

Bloqueio

No ano passado, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 250 milhões de cinco ex-gestores do Igeprev. O valor é referente a oito processos por atos de improbidade administrativa, quando o agente público causa lesão ao patrimônio. Na época, os pedidos de bloqueio foram feitos pelo Ministério Público Estadual ainda em 2015 e aceitos pelo Tribunal de Justiça.

IGEPREV PF EDUARDO SIQUEIRA 01EDUARDO SIQUEIRA PASSA MAL DURANTE DEPOIMENTO.

Nas nove horas de depoimento à Polícia Federal, o deputado licenciado Eduardo Siqueira Campos (DEM), que está operado, chegou a não se sentir bem. De toda forma, os esclarecimentos dele só foi encerrado às 17 horas.

Por não estar se sentindo bem, a assessoria de imprensa do parlamentar informou que ele só vai se manifestar quando estiver restabelecido.

O deputado e o ex-secretário da Administração Lúcio Mascarenhas foram conduzidos coercitivamente nesta terça-feira, 27, para esclarecimentos à PF, dentro da Operação Naum, que investiga irregularidades na aplicação de recursos do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado (Igeprev). Eduardo e Mascarenhas passaram pela presidência do conselho da entidade.

Foram cumpridos 20 mandados de condução coercitiva no Tocantins, Goiás, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e também no Distrito Federal.

Segundo a PF, auditorias do Ministério da Previdência Social (MPS) e sindicância do próprio Igeprev já tinham apontado que o instituto tocantinense “efetuou reiteradamente aplicações em desacordo com os limites e modalidades de aplicação permitidas”. “Foi apurado um prejuízo ao erário já confirmado de R$ 263.648.310,47. Também foram constatadas aplicações no montante de R$ 1.176.842.671,64 em 27 fundos sem liquidez e com possíveis prejuízos”, lembrou nota da corporação.

OUTROS INVESTIGADOS

Além do deputado estadual Eduardo Siqueira Campos, que está depondo na sede da PF desde a manhã, também há mandados para ex-diretores do instituto e um homem suspeito de atuar como doleiro.

Os primeiros nomes divulgados são os do ex-secretário de administração do Tocantins, Lúcio Mascarenhas; do ex-diretor de finanças do instituto, Nilmar Ribeiro Máximo; do ex-diretor de previdência, Hélio Andrade Aguiar; do antigo chefe jurídico, Robson Alexandre Tavares; do ex-superintendente, Edson Santana Matos; do ex-gestor do Igeprev, Rogério Villas Boas e do doleiro Fayed Traboulsi.

A polícia cumpre 21 mandados de condução coercitiva e quatro de busca e apreensão. A operação acontece nos estados de Goiás, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, além do Tocantins. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região proibiu a divulgação de dados incluídos nos autos.

A INVESTIGAÇÃO

De acordo com a investigação, o Instituto fez aplicações contrárias às permitidas pela resolução do Conselho Monetário Nacional. A suspeita é que também foram feitas aplicações em fundos problemáticos com alto risco de perdas, conhecidos no mercado como fundos podres.

O prejuízo aos cofres públicos é de R$ 263.648.310,47. Segundo a PF, também foram constatadas aplicações no montante de R$ 1.176.842.671,64 em 27 fundos sem liquidez e com possíveis prejuízos.

NOME DA OPERAÇÃO

A Operação Naum é um desdobramento da Miquéias, deflagrada em 2013, que também investiga a má gestão de recursos de entidades previdenciárias públicas. O nome da operação foi inspirado em um profeta bíblico. Entre os profetas menores do velho testamento, Naum aparece depois do livro de Miquéias. Assim, o objetivo é lembrar a relação de sucessão entre as duas investigações, segundo a polícia.

Colaboração: Cléber Toledo e G1-TO.

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