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Ronda Porto

Produtor rural é morto a tiros durante desavença com invasores de terra em Porto Nacional.

Publicado dia 30/04/2018 às 16h00min | Atualizado dia 30/04/2018 às 18h18min
O crime ocorreu às 17 horas deste domingo (29) em meio a uma discussão por causa de estragos em lavoura de feijão.

O Produtor rural e feirante Martiliano Avelino Dias, conhecido por MARTIM DA GARAPA, 57 anos, residente à Chácara 3D, no Assentamento Santo Antonio, em Porto Nacional, foi assassinado a tiros por volta das 17 horas deste domingo (29).

Conforme informações apuradas pelo RONDA PORTO, a vítima cultivava uma plantação de feijão ao lado de sua propriedade em uma área vizinha à Fazenda Panambi II, que fora invadida no dia anterior por cerca de 30 famílias de integrantes do MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.

Observando danificações em sua lavoura, MARTIM DA GARAPA, armado com um facão, foi ao encontro dos invasores no intuito de pedir que não estragassem sua roça. Na ocasião, houve um princípio de entrevero com uma mulher que seria a líder do grupo. Enquanto discutia com a invasora, o produtor rural foi alvejado com dois tiros disparados por um homem que estava ao lado.

A vítima ainda tentou sair do local em busca de socorro, mas, caiu antes de acionar o carro.

Policiais Militares foram avisados por populares e, ao chegarem no local, constataram que o homem já estava morto.

A perícia criminal e o IML foram chamados para os procedimentos cabíveis quanto à coleta de materiais e remoção do corpo para exames necroscópicos.

Após o crime, os acampados fugiram e não foram mais vistos nos arredores, onde as guarnições da PM realizaram diligências e não obtiveram êxito.

Investigação

O Delegado Regional de Porto Nacional e também da DHPP – Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa – Wagner Siqueira, colheu todos os dados iniciais e encaminhou para a DERCA - Delegacia Especializada na Repressão a Conflitos Agrários, localizada em Palmas.

Wagner Siqueira afirmou que a 4ª DRPC e a DHPP estarão colaborando com as investigações e colocou a Central de Atendimento da Polícia Civil de Porto Nacional à disposição dos familiares e amigos que queiram contribuir com as averiguações do crime que chocou a sociedade portuense.

Fonte: Portal MV