Terça, 18 de junho de 2019
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Saúde

03/01/2019 ás 13h21 - atualizada em 05/01/2019 ás 23h25

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Porto Nacional / TO

Exonerações no estado causam superlotação na UPA de Porto Nacional.
Prefeitura aguenta o tranco atendendo aos pacientes que se deslocaram de diversos municípios da região.
Exonerações no estado causam superlotação na UPA de Porto Nacional.
Pacientes lotam Upa de Porto Nacional em busca de atendimento.

Todas as áreas da gestão governamental estadual foram afetadas com as exonerações em massa determinadas pelo Governador Mauro Carlesse que busca enquadrar o estado no que preconiza a LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal. Porém, a saída dos profissionais da saúde gerou consequências drásticas nesses primeiros dias da nova gestão.


Em todos os municípios, médicos, enfermeiros e outros prestadores de serviço deixaram os hospitais e a situação virou um caos na rede estadual de saúde. Nas cidades-polo com serviços regionais, houve correria e desespero para todos os lados.


Em Porto Nacional, a UPA – Unidade de Pronto Atendimento – foi transformada em hospital de urgência e emergência para adultos e crianças porque o HRPN (Hospital Regional de Porto Nacional) e o HMTID (Hospital Materno-Infantil Tia Dedé) estavam apenas direcionando para a unidade pertencente à prefeitura.


Até as 2h da madrugada desta quinta-feira (03) ainda havia muita gente na UPA que também recebia as vítimas de acidentes e crimes contra a vida. “É uma situação muito difícil que precisa ser contornada o mais rápido possível. Estamos aqui fazendo de tudo para atender a todos, porém, é impossível sustentar essa demanda por muito tempo”, afirmou a Secretária Municipal de Saúde, Anna Crystina Brito.


Nota


Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que está organizando as escalas dos profissionais de saúde para atender a demanda dos atendimentos, inclusive no HGP, mas não definiu uma data para regularizar a situação. A Secretaria ressaltou que todos os esforços estão sendo feitos para manter os atendimentos regulares nas unidades hospitalares.


SIMED repudia demissões


O Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (SIMED-TO) repudiou a extinção dos contratos temporários por parte do Governo do Estado.

A entidade considerou a dispensa como desordenada e informou que 629 médicos também foram demitidos, o que prejudicou a assistência de urgência e emergência à população. “A medida demonstra a irresponsabilidade do governo Carlesse com o atendimento da população”, diz a nota.

A saúde foi uma das áreas mais impactadas pelas demissões, assim como a educação, o setor possuía o maior número de contratos e a falta dos profissionais fez com que os atendimentos começassem a ser executados de forma deficiente. O Governo informou que a Saúde será prioridade nas contratações.

Leia abaixo a íntegra da nota:

“O Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (SIMED-TO) repudia a extinção desordenada de contratos temporários da área da saúde, incluindo de 629 médicos, em atuação nos hospitais no primeiro dia da gestão de Mauro Carlesse.

A medida demonstra a irresponsabilidade do governo Carlesse com o atendimento da população, que depende desses médicos que estão na assistência de urgência e emergência.

Não poderia haver outro ato de uma gestão que se recusar a realizar concurso para suprir a carência de médicos e segue a prática de contratar e descontratar aleatoriamente para burlar sistematicamente os direitos trabalhistas e lesar mais uma vez o trabalhador da saúde.

A negligência com a saúde é tão clara que o governo Mauro Carlesse possuía comissões dedicadas à análise de problemas e apresentar soluções para os recursos humanos e mesmo assim não apresentou nenhum plano para que o atendimento nos hospitais, que depende desses profissionais, não sofresse descontinuidade.

O SIMED-TO entende que a nefasta medida, sob argumento de reenquadrar o Estado na Lei de Responsabilidade Fiscal, deixa os servidores sem vínculos trabalhistas e, portanto, eticamente amparados para não cumprir qualquer carga horária eventualmente já fixada nas atuais escalas.

A entidade cobra da gestão uma solução imediata para não prejudicar ainda mais a população tocantinense que, mais uma vez, é a principal vítima dessa gestão instável e inoperante para encontrar soluções definitivas para uma área tão desgastada e fragilizada.”


 

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