Sábado, 23 de março de 2019
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28/12/2018 ás 01h29 - atualizada em 29/12/2018 ás 01h26

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Porto Nacional / TO

PC cumpre mandados judiciais e prende vereadores, servidores e empresários em Porto Nacional.
A ação realizada na manhã de quinta-feira (27) é o desdobramento da Operação Negócios de Família.
PC cumpre mandados judiciais e prende vereadores, servidores e empresários em Porto Nacional.
Delegado Ricardo Real em coletiva de imprensa.

Dez dias depois do desfecho da Operação Negócios de Família que resultou na prisão de um casal de pastores, um autônomo e uma empresária, a Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira (27), a força-tarefa intitulada Poker Face, com o objetivo de cumprir 17 mandados judiciais em residências, empresas e na Câmara de Vereadores de Porto Nacional, e também em residências e empresas localizadas em Palmas.


Presos


Dos 9 mandados de prisão, 8 foram cumpridos, sendo 6 em Porto Nacional e 2 em Palmas. Foram presos os vereadores Jean Carlos da Silva; Adael Oliveira Guimarães; Emivaldo Pires de Souza – MIÚDO; e Geylson Neres Gomes – atualmente licenciado para assumir a Secretaria de Governo da Gestão Municipal.


Ainda em Porto Nacional, foram detidos Elean Rodrigues dos Santos –  funcionário do Poder Legislativo; e o empresário Consultor de Licitações Gilson de Paiva Ferreira.


Em Palmas foram cumpridos os mandos de prisão e de busca em apreensão contra o ex-vereador Helmar Tavares Mascarenhas Júnior e o empresário Paulo Ricardo Rodrigues. Este último aparece como testa de ferro de duas empresas envolvidas no esquema das supostas nos certames licitatórios.


Preventiva


Todas as prisões efetuadas na manhã de quinta-feira são provisórias por 5 dias. O único pedido de prisão preventiva acatado pela justiça não foi cumprido porque o alvo, ex-vereador Fernando Manduca, estava viajando. Como ele não tinha conhecimento da ação, a princípio, não pode ser considerado foragido, ressaltou o delegado Ricardo Real, um dos responsáveis pela operação.    


Coletiva


Durante coletiva de imprensa, os delegados Ricardo Real e Danyelle Toigo detalharam como o esquema funcionava e traçaram um marco a partir de 2013, ano de criação das empresas investigadas.


Conforme as investigações, os processos licitatórios eram organizados e realizados pelos empresários, o consultor e os servidores, incluindo Jean Carlos que era lotado no gabinete da presidência. A modalidade carta-convite foi bastante usada porque era mais fácil bloquear a participação de outras empresas que não fossem do esquema, ressaltou Ricardo Real.


Depois desse primeiro passo, vinham as compras e realizações de serviços com prováveis superfaturamento e até notas fiscais frias para que uma parte dos recursos chegasse ao destinatário que seria o presidente ou quem ele indicasse.


De acordo com os investigadores, mesmo tendo mudança de comando no parlamento a cada ano, havia a continuidade do mesmo modus operandi. É tanto que todos os vereadores presos, a exceção de Jean que era servidor na época, passaram pela presidência da casa. O ex-parlamentar que ainda não foi capturado – Fernando Manduca – chega a ser apontado como o mentor, pois tinha forte amizade com o casal de pastores e estava na chefia do Poder Legislativo, em 2013.  


Assim como a fase anterior denominada “Negócios de Família” gerou essa etapa atual batizada de “Poker Face”, diante da gama de informações e documentos, além dos depoimentos, os delegados acreditam que novos desdobramentos viram por aí e podem atingir outras esferas do Poder Municipal.


Explicando


A operação Poker Face é um braço da “Catarse” que ocorre em todo estado e faz parte do desdobramento da “Negócios de Família” realizada em Porto Nacional no dia 17 de dezembro último.


A ação se deu por meio da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (DEIC/Porto Nacional), com o apoio da Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (DRACMA), do 1º Distrito Policial de Palmas, e Delegacia Estadual de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT). Entre delegados, agentes e peritos, participaram cerca de 40 policiais.


 


Poker Face


A expressão vem do jogo podendo ser considerada “cara de blefe”. Um bom jogador de pôquer precisa manter o rosto sem expressão, impenetrável, para não deixar transparecer qualquer ideia das cartas que tem. Ele tem de esconder de seus adversários o valor de suas cartas e faz parte do jogo tentar enganar pela falta de expressão no rosto, ou seja, a famosa tática de blefar. Do jogo de pôquer, a expressão poker face passou para o uso geral para significar uma pessoa de rosto impassível, não demonstrando nenhuma emoção, escondendo seus verdadeiros sentimentos.

FONTE: PortalMV/Ascom-PC

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