Sábado, 25 de maio de 2019
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18/12/2018 ás 01h28 - atualizada em 19/12/2018 ás 01h16

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Porto Nacional / TO

PC prende quatro e faz buscas na Câmara, em empresas e residências de Porto Nacional.
Ação tida como braço da Operação Catarse investiga esquema de fraudes em licitações.
PC prende quatro e faz buscas na Câmara, em empresas e residências de Porto Nacional.
Polícia Civil cumpre mandados na Câmara de Porto Nacional.

Com 10 delegados, 40 agentes e 7 peritos, a Polícia Civil, realizou na manhã desta segunda-feira (17), em Porto Nacional, região central do Tocantins, a quarta fase da Operação Catarse, que, no âmbito do município foi batizada de Operação “Negócios de Família”.


O alvo inicial é um grupo de parentes que constituiu empresas de diversos ramos de atuação supostamente com o intuito de fraudar processos licitatórios no Poder Legislativo Municipal. Dois inquéritos foram abertos para investigar uma licitação ocorrida em 2016 no sentido de adquirir equipamentos de informática cujo montante foi de 70 mil reais; e outro certame licitatório promovido este ano (2018) no valor de 24 mil reais destinado à compra de celulares para os vereadores.


Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Câmara de Vereadores, em duas empresas localizadas no Shopping Wanda Cristina e residências nos Setores Aeroporto e Novo Planalto.


Mandados de Prisão


Quatro mandados de prisão temporária foram cumpridos contra o casal Ubirajara Martins Leite Junior, conhecido por PASTOR JUNIOR e Eva Pollyana Dantas, atualmente morando em Paraíso; a empresária Melissa Martins Santos, sobrinha do Pastor, residente em Palmas; e contra o ex-funcionário da Igreja de Cristo Marcelo Ribeiro Dias, morador de Porto Nacional, que aparece como laranja.


Empresas


O Delegado Wagner Siqueira, titular da DEIC – Delegacia Especializada em Investigações Criminais – de Porto Nacional, que iniciou as investigações e agora conta com auxílio de diversos colegas de outras delegacias, revelou que só nesses primeiros estágios das averiguações foram identificadas quatro empresas controladas pelo Pastor e a esposa, são elas: Atalaia Promocional, Rochedo Engenharia, Zap Infomática e Eletro Paullo.


“Acreditamos que essas empresas já movimentaram mais de 700 mil reais atuando em contratação de shows, aluguel de tendas, fornecimento de equipamentos e acessórios de informática, obras de engenharia e alvenaria e até confecção de sites”, disse o Delegado.


Wagner Siqueira chegou a dizer que esses dois inquéritos poderão resultar em outros dez um mais: “A partir do cumprimento desses mandados de hoje, já é possível observar que teremos muitos fatos a esclarecer. Sem dúvida, outros dez inquéritos poderão ser instaurados. Já são visíveis várias contratações parecidas envolvendo também o poder executivo”, afirmou se referindo às outras atividades já mencionadas.


Laranjas


Ficou constatado logo no começo das investigações que Marcelo Ribeiro Dias foi usado como laranja em uma das empresas do grupo familiar. Uma cozinheira residente no Setor Novo Planalto e que não teve o nome divulgado aparece como sendo sócia-proprietária da Eletro Paullo. O delegado Wagner Siqueira acha que ela não sabia das licitações.  


Envolvimento de Políticos


Em outro trecho da coletiva de imprensa prestada na sede da 4ª Delegacia Regional da Polícia Civil, em Porto Nacional, o delegado Wagner Siqueira e seus colegas Pedro Ivo, Ricardo Real e Cassiano Oyama, asseguraram que, a princípio, não há indício da participação de nenhum dos parlamentares. Eles também criticaram a bagunça nos arquivos da Casa de Leis onde tiveram bastante dificuldade para encontrar documentos que estavam incompletos com partes engavetadas em locais diferentes.


Esclarecimentos  


O Presidente da Câmara de Porto Nacional, Alexandro Ribeiro, declarou no programa “MICROFONE VERDADE” e também através de nota que não tem nada a temer e está de consciência tranquila quanto à transparência nos processos licitatórios de sua gestão à frente do Parlamento Portuense. Asseverou ainda que abriu todas as portas e entregou até documentos que não foram solicitados.


Segundo ele, qualquer cidadão pode acessar o portal da transparência e ver que não consta nenhum contrato de serviços ou compra de equipamentos às empresas citadas.


Alexandro também revelou que sobre a licitação de 2018, ela foi cancelada por indícios de irregularidades. “Como bem frisou o delegado, não há, no momento, nenhum envolvimento de parlamentar. Apenas estamos investigando o suposto esquema fraudulento operacionalizado pelo grupo familiar que controla as empresas”.

FONTE: Portal MV

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