Terça, 11 de dezembro de 2018
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01/12/2018 ás 00h34 - atualizada em 01/12/2018 ás 00h39

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Porto Nacional / TO

Pai e filho envolvidos no escândalo do lixo hospitalar ganham liberdade e ficam calados em interrogatório.
As prisões foram revogadas pelo desembargador Moura Filho do TJ-TO.
Pai e filho envolvidos no escândalo do lixo hospitalar ganham liberdade e ficam calados em interrogatório.

O Tribunal de Justiça do Tocantins revogou na tarde desta sexta-feira (30) a prisão do advogado Luiz Olinto, preso no último domingo (25), pela Polícia Civil, acusado de atrapalhar as investigações articulando e bancando as fugas das sócias e dos motoristas da empresa Sancil Sanantonio, responsável pelo descarte de toneladas de lixo hospitalar em um galpão no distrito industrial de Araguaína. Ele também foi apontado como responsável pela destruição de provas que poderiam ser encontradas no escritório de advocacia da família.


A revogação da prisão partiu de uma decisão monocrática do desembargador do Moura Filho, o mesmo que no dia anterior havia tirado da cadeia, o pai de Luiz Olinto, o ex-juiz eleitoral João Olinto.


Na decisão o desembargador converte a prisão de Luiz Olinto em medidas cautelares. O advogado está proibido de manter contato com os investigados e testemunhas; terá que informar onde poderá ser encontrado e comunicar mudança de endereço; está proibido de sair da comarca onde mora sem autorização judicial e ficará obrigado a comparecer perante o delegado e ao juiz sempre que for intimado.


As justificativas para liberar Luiz Olinto foram as mesmas para liberar o pai dele: o investigado é primário e o crime supostamente cometido não apresenta violência ou grave ameaça. Para o desembargador, não existe ameaça à ordem pública ou a instrução criminal se a liberdade do suspeito for condicionada a medidas cautelares.


As duas decisões ainda devem ser enviadas para o juiz de Araguaína que decretou as prisões. Só depois disso que terão a ordem de soltura emitida.


Depoimentos


Os dois Olinto – pai e filho – que estavam recolhidos em um alojamento do QCG – Quartel do Comando Geral – da PM, em Palmas, foram conduzidos para prestar depoimentos na tarde desta sexta-feira (30).  


O delegado que conduz as investigações, Romeu Fernandes, revelou que os depoentes adotaram o direito de ficar calado e não deram resposta a nenhuma das perguntas. Mesmo assim, segundo a autoridade policial, não haverá mudança nas linhas de investigação e também não compromete o andamento dos trabalhos.  

FONTE: Portal MV

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