Após votar PEC a favor dos servidores, Paulo Mourão explica: “Marquei compromisso”.
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Após votar PEC a favor dos servidores, Paulo Mourão explica: “Marquei compromisso”.
O parlamentar denunciou ingerência do governador durante almoço oferecido aos deputados.
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Postada em 01/11/2018 ás 23h37 - atualizada em 03/11/2018 ás 22h55
Após votar PEC a favor dos servidores, Paulo Mourão explica: “Marquei compromisso”.

A votação da PEC do subteto derrubada na sessão vespertina desta quarta-feira, dia 31, pela grande maioria dos deputados estaduais foi motivo de polêmica na Assembleia Legislativa (AL). O deputado estadual Paulo Mourão (PT), que votou a favor, questionou os deputados porque estavam votando contra, sendo que a grande maioria antes era a favor, quando ele era um dos poucos que defendiam que não se poderia mais aumentar despesas. “Durante mais de três anos eu defendo o equilíbrio fiscal, denuncio a situação do Igeprev, nunca fui ouvido”, lembrou.


Paulo Mourão disse ainda que não aceitaria que o governo continuasse a determinar a agenda do legislativo, que já detém pouco prestígio junto à sociedade. “O rolo compressor pode vir até a porta da Assembleia Legislativa, mas não pode avançar a partir daí. A democracia é um dos pilares que sustentam o Estado Democrático de Direito”, discursou na tribuna. “O governo precisa ter determinação para dizer se é a favor ou contra”, disse. “Primeiro apoia, depois é contra, os servidores foram enganados”, pontuou.


A matéria havia sido retirada da pauta na sessão matutina e voltou à pauta da sessão vespertina, após almoço dos deputados com o governador Mauro Carlesse (PHS), em que Paulo Mourão não participou. “A Assembleia Legislativa precisa ser respeitada pelos governos”, salientou. Ao justiçar seu voto, Paulo Mourão deixou claro que era uma forma de mostrar que não aceitava imposição do Palácio Araguaia. “Marquei compromisso, fiz ato de solidariedade aos servidores”, destacou.


Uma das queixas do parlamentar é que a mesa diretora não tenha votado um pedido do autor da PEC, deputado Nilton Franco (MDB), que estava ausente por estar acompanhando a esposa em cirurgia em Goiânia, em que ele solicitava a retirada da PEC da pauta. “Por que não votaram primeiro o requerimento do deputado Nilton Franco e depois a PEC?”, questionou. “Lamento o episódio da mesa não ter votado o requerimento do deputado Nilton Franco, que nenhum governo seja superior à sociedade”, ponderou.


“Nem colocaram em votação o requerimento de um deputado reeleito, o deputado Nilton Franco está numa emergência, qual problema de deixar para a semana que vem para que ele apresentasse as justificativas dele e ter a votação”, defendeu. “Não me associo a qualquer tipo de injustiça”, completou. “Meu voto foi em defesa do requerimento do deputado Nilton Franco, não alterou o resultado, espero que das próximas vezes o governo se posicione se é a favor ou contra e não mande a bola para Assembleia decidir”, alfinetou.


Diante dos questionamentos de alguns deputados sobre o seu voto favorável ao funcionalismo, uma vez que sempre defendeu o equilíbrio das contas públicas, Paulo Mourão foi categórico. “Quero dizer que essa Casa tem que fazer compromisso e cumprir, não é assim que se constrói um estado, na enganação”, justificou. E lembrou aos deputados que “o estado está quebrado não é de hoje, é desde oito anos atrás, quem entende um pouco de orçamento sabe disso”.


Ele defendeu que para recuperar o estado, o governo faça uma reforma administrativa e tributária, adotando uma modernização fazendária, ações que, segundo o deputado, vão aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) e as receitas. “A LDO está prevendo milhões em isenções fiscais”, reprovou. Paulo Mourão previu que não demora muito o governo fará redução de gastos com a demissão de comissionados. “Quem tiver costa quente com deputado estará seguro, quem não tiver vai pra rua”, preveniu. “Já foi feito antes e não vai resolver os problemas do estado que precisa de uma reforma econômica, administrativa e tributária”, pontuou.


“Precisamos de um governo com coragem para cortar despesas, diminuir o número de servidores cedidos aos municípios, dar transparência em tudo que é despesas e gastos, fazer a reforma tributária e a modernização fazendária que vai elevar o PIB, aumentar a renda e gerar empregos. Para fazer isso não pode ser politiqueiro”, destacou.


Paulo Mourão voltou a apontar falhas na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO). “Se não for corrigida vai causar um grande problema no orçamento e no plano plurianual, se as diretrizes da lei estão equivocadas teremos comprometimento do orçamento e na revisão do PPA”, reforçou destacando que sem um projeto de governo, o estado não alcançará o equilíbrio fiscal e econômico.


Paulo Mourão ainda ressaltou que sempre foi aberto ao debate de ideias e do que é contraditório. Lembrou que mesmo quando era líder do governo Marcelo Miranda teve a determinação de contestar e criticar o governo dele e que deixou a liderança no momento em que deixou de ser ouvido. “Mas continuo amigo pessoal dele, tanto dele como da esposa dele, deputada Dulce, mas tenho direito de fazer as minhas críticas e as fiz aqui”, destacou. “Por isso que acredito que a Assembleia precisa ser respeitada pelos governos”, reforçou. “Governo não pode definir agenda da Assembleia”.

FONTE: Ascom
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