quinta-feira ,24 agosto 2017
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Marcelo, Kátia, Siqueira, prefeitos e outros políticos do estado estão na lista de Fachin.

LISTA DE FACHIN 00O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou que as citações contra nove governadores nas delações de ex-executivos da Odebrecht sejam remetidas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), tribunal responsável por julgar governadores. Fachin atendeu ao pedido de desmembramento feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Fachi autorizou a abertura de inquérito de três governadores no STF – Alagoas, Acre e Rio Grande do Norte – pois os três são citados em ações envolvendo pessoas com foro no Supremo.

A decisão do ministro Fachin foi assinada no dia 4 abril e estava prevista para ser divulgada após o feriado de Páscoa. No entanto, a divulgação foi antecipada para hoje depois da publicação de informações pelo jornal O Estado de S. Paulo, que teve acesso à integra das decisões.

Veja os nomes dos 9 governadores citados:

1 – Paulo Hartung (Espírito Santo)
2 – Geraldo Alckmin (São Paulo)
3 – Fernando Pimentel (Minas Gerais)
4-  Flávio Dino (Maranhão)
5 – Luiz Fernando Pezão (Rio de Janeiro)
6 – Raimundo Colombo (Santa Catarina)
7 – Marcelo Miranda (Tocantins)
8 – Beto Richa (Paraná)
9 – Marconi Perillo (Goiás)

Em nota, a Secretaria Estadual de Comunicação (Secom) disse que o governador Marcelo Miranda “foi somente citado, não houve indiciamento”. “Mas vale considerar que todas as doações de campanha do governador foram feitas de forma legal, devidamente declaradas e as contas aprovadas”, afirmou a secretaria na nota.

LISTA DE FACHIN 02KÁTIA CHAMADA DE MACHADO

Quatro delatores da Odebrecht afirmaram, em delação premiada, que a empreiteira fez repasses de R$ 500 mil para a campanha ao Senado de Kátia Abreu (PMDB-TO), por meio de caixa dois. Segundo os executivos, a peemedebista era registrada no ‘Departamento de Propinas’ da construtora com o codinome ‘Machado’, e as negociações foram intermediadas pelo marido da ex-ministra da Agricultura, Moisés Pinto Gomes – que foi assessor de Kátia no Ministério.

Os depoimentos de Cláudio Melo Filho, José de Carvalho Filho, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Mário Amaro da Silveira, da Odebrecht, embasaram pedido de inquérito da Procuradoria-Geral da República, autorizado pelo ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, para investigar a senadora peemedebista e o marido.

“Segundo o Ministério Público, narram os colaboradores a ocorrência de pagamento de vantagem não contabilizada, por intermédio de Moisés Pinto Gomes, no âmbito da campanha eleitoral de Kátia Abreu ao Senado Federal no ano de 2014″, observa Fachin. “Nesse contexto, relatam o pagamento de R$ 500 mil, divididos em duas parcelas de R$ 250 mil, repasses ocorridos em setembro e outubro do ano de 2014, em encontros no Hotel Meliá Jardim Europa, em São Paulo.

“As operações foram efetuadas por meio do Setor de Operação Estruturadas do Grupo Odebrecht, estando identificada pelo codinome ‘Machado’”, anota Fachin, ao autorizar inquérito para investigar a ex-ministra e o marido.

Atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República, o ministro decretou o levantamento do sigilo dos depoimentos dos executivos.

NOTA À IMPRENSA

A respeito da decisão do Supremo Tribunal Federal, que autorizou abertura de inquérito para investigar nove ministros, 29 senadores e 42 deputados federais, na qual o meu nome é citado, declaro que:

Lamentavelmente, por desconhecer o conteúdo da decisão do ministro Edson Fachin, não tenho, neste momento, elementos suficientes que me permitam rebater as supostas acusações feitas contra mim e o meu marido, mas afirmo categoricamente que, em toda a minha vida pública, nunca participei corrupção e nunca aceitei participar de qualquer movimento de grupos fora da lei. Estarei à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários de maneira a eliminar qualquer dúvida sobre a nossa conduta.

Sigo trabalhando no Senado pelo Brasil e pelo Tocantins. Minha história e minha correção são a base fundamental da minha defesa.

 Senadora Kátia Abreu                        

FILHO DE KÁTIALISTA DE FACHIN 03

Pedido de inquérito contra o deputado federal Irajá Abreu (PSD), filho da senadora Kátia Abreu (PMDB), e outros três parlamentares — senador Fernando Bezerra (PSB-PE) e os deputados Darcísio Perondi (PMDB-RD) e Paulo Pimenta (PT-RS) — foram remetidos de volta à Procuradoria-Geral da República (PGR) para nova análise. A informações é da Agência Brasil, que não deu mais detalhes. (Confira todos os nomes da lista)

OUTROS POLÍTICOS

Mas Irajá e a mãe, a senadora Kátia Abreu (PMDB), não foram os únicos do Tocantins citados pelos delatores da Odebrecht. Os documentos mostram que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, peticionou tribunais sobre outros políticos do Estado.
Dois prefeitos estão na lista: Laurez Moreira (PSB) e Ronaldo Dimas (PR), com casos encaminhados ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

Ainda aparecem o ex-deputado estadual Marcelo Lelis (PV), o deputado Estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM) e o ex-governador Siqueira Campos (sem partido), casos também dirigidos ao TRF1; e o ex-governador Sandoval Cardoso (SD), cujo processo foi remetido para a Justiça Federal do Tocantins.

Os ex-prefeitos de Taguatinga Eronildes Teixeira de Queiroz e Zélia Queiroz, esta última esposa do ex-deputado estadual Paulo Roberto, também integram a lista e responderão junto ao TRF1.

O ex-deputado federal Júnior Coimbra aparece na mesma petição do também ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os dois também responderão junto ao TRF1.

Não foi possível obter nenhum detalhe dos casos dos citados do Estado na lista do ministro Fachin.

Fontes: Agência Brasil e Estadão

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